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textos do programa da peça

1 uma história passa a existir quando você aprende a contá-la. viralinguagem. antes é aquele pavê de emoções indescritíveis. agora, era uma vez…

agradeço muito aos parceiros desse XXV, que me colocaram na ponta da língua o que eu sempre trouxe no fundo do coração. (amo cada espinho dessa flor).

2 sou um cara de sorte. um homem feliz. viver tudo isso dá mais que vertigem. um prazer desmedido. então só posso agradecer a quem viveu essa história comigo.

a turbulenta trupe infinita de funâmbulos que fizeram esse quarto de século do CEP tornarem essa cidade mais habitável.

3 essa ninguém nos tira. duas décadas e meia de distúrbio, poesia, blasfêmias. é nossa. o CEP vingou. é densidade. é peso. e o mais poesia, blasfêmias. é nossa.

o CEP vingou. é densidade. é peso. e o mais mágico é que soube rejuvelhecer muito bem. boralá!

 

chacal

 
Estudar pessoas do meu tempo q eu admiro enormemente, todo dia ouvi-los, lê-los, q gana, amor, das coisas. E inventar números de contá-las com Chacal, Pedro, Dimitri, Domingos, Flor, Dani, Tábatta, Eduardo, Lu, Paola. Numa peça sobre o CEP, um AO VIVO muito ao vivo, o público precisa poder atravessar – era meu mínimo. Minha auto-encomenda foi “um solopenetrável pro Chacal”, imaginava, como o q acontece no CEP q funciona como um elenco total, feito um fórum, uma seita, um levanta-te da plateia e ora um ora seu vizinho se coloca, brinca, se apresenta pra vc q vai entendendo q todos são possíveis. Só tudo isso. Como fazer uma peça de teatro em q todos sejam possíveis? Como não obliterá-los tanto?

Os atravessadores.

Foi minha melhor pergunta, eu achei. Nunca termina, é Sísifo, mas acredito q abrimos umas pontes, brechas, mais? se metam, gente, façam a revolução (abu), se unam, se individualizem. Tomem o poder, o q t impede? Obriguem-nos ao microfone aberto, venham com carisma, façam seu próprio número de sua versão. Se vc pertence à história? Se é personagem? Capricha, porra, usa esse palco de sexta a domingo. Se é ao vivo e está vivo. Chacal está convidando pra festa, é por hedonismo. Só contracena. Considera e entra. Atravessa a quarta parede da plateia, porque ela existe ainda? A nossa caiu (né?). E se o público interferisse em qq espetáculo uma vez por mês? Ahhh, um terrorismo doce de poeta, se respondesse, dançasse. Ia ajudar o teatro, não ia? Digo, se a plateia existisse? E se a plateia existir? O que acontece com a ficção se a plateia existir? Digo, com talento. No encontro. Compartilhando O TEMPO ao mesmo tempo. Q pororoca. O CEP é pororoca. Agradecida ao CEP 20.000 há 25 anos.

Te agradeço, Chacal, um beijo.

 

cristina Flores

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