DUDU PERERÊ

                                                       dudu cara pintada na noite de parati em 2007.

eduardo pereira é um bicho adoidado. um gingante pelo avesso.

ele não tem início, nem fim. está sempre se descomeçando.

ele não tem frente, nem fundos.sua gira tem trezentos e sessenta.

dudu pererê, junto com daniel magrão,

foi responsável por uma das renascenças do cep vinte mil

lá pelos anos dois mil e pouco. um sabiá maroto.

um dia pintaram no cep. amigos do meu filho julio.

de cara já foram pro microfone e começaram a tagarelar.

dudu é um tagarela, como michel melamed, cabelo e outros grandes do cep.

dudu toca com seus asseclas e partners

o brancaleônico ratos diversos, um saraval, a pândega do verbo,

já faz p/ mais de vários anos. se encontram em tabernas e falam,

movidos pelo álcool etéreo do verso vivo.

dudu é um anarquista amador.

sabe que discurso é poder e tem que ser disvirtuado. com poesia.

dudu reage às palavras, como o mecânico ao motor.

sabe onde a ruela porca. onde o pino bate,

onde a liturgia do escarcéu se coordena. 

dudu interage com a sintaxe. vibra com ela.

não importa se são suas ou dos outros,

ele as tira pra dançar, funâmbulo do país da pá virada.

dudu pererê dribla com um pé, pula com o outro.

a palavra é seu mundo, acústica criatura.

menino tinhoso, moleque sagaz.

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