educar dois ponto um

minha cara lêda fonseca,

muito admirei esse encontro da leitura e do livro na biblioteca nacional. principalmente o empenho e o entusiasmo com que você, a simone e a vera saboya, no estado, tem se dedicado a causa de reerguer as bibliotecas e colocar o livro como principal agente na educação das novas gerações. conte comigo. mas me permita algumas considerações:

um = acho que a questão é mais de leitura do mundo do que do livro, equipamento que perde em termos de sedução para a televisão e agora para o computador. ainda bem que podemos embutir o livro, com som e imagem, dentro dos i pads da vida, o que em breve, tornará a leitura uma das mais atrativas e baratas diversões. a criança leva sua biblioteca na mochila.

dois = acho que a palavra escrita, como dizia platão, rouba a presença do autor. e com isso uma expressão mais viva, sensorial, o mais espetacular áudio visual: o autor falando sua obra. por isso me bato há muito e creio que seja o melhor meio de atrair a criança para o poema. ela que tem tanto a nos ensinar pela forma ainda lúdica com que trata a palavra.

três = acho que com um empurrão das editoras, elegeram o livro para cumprir uma função que devia ser do professor ou dos pais, isto é, educar. mas com a escola e a família levadas de roldão pela vertiginosa velocidade das mudanças tecnológicas e toda uma nova cultura que isso acarreta, essa função passou para a televisão e agora para micros, celulares e i pads. reconheço o desejo gigante de recuperar esse déficit. mas acho que não devemos terceirizar essa responsabilidade. assumir de novo esse compromisso com prazer e coragem, nos abrindo para um mundo com outros valores e velocidade e não criando um deus ex-machina, que a tudo salvará.

quatro = não era sem tempo que os esforços para melhorar o nível do ensino básico, contasse com a união do governo federal, estadual e municipal e principalmente da educação e da cultura. publico há 40 anos e sempre me senti um educador. mal educado, por supuesto,que reclamo mais que declamo, mais grito que sussurro. acho que todo artista em potencial é um educador e assim precisa se perceber e ser percebido pelo poder público e pela sociedade. não mais a criatura que enfeita cerimônia, anima showmício ou aparece nos curraizinhos vip das revistas caras, mas uma pessoa que tem seu modo de ver e através de sua arte, ilumina o mundo. gostaria que houvesse também essa união: artistas e educadores. essa troca será engrandecedora e muito útil nessa batalha.

no mais, minha amiga e entusiasmada lêda, conte comigo para o que der e vier.

saudações fraternas

chacal

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