ninguém falou que seria fácil

de repente num rompante felipe rocha rompe com a roupagem teatral. manda o bom gosto às favas, faz do palco seu barraco. barroco ? desde seu primeiro trabalho, “ele precisa começar”, a dificuldade extrema de se contar algo. se as grandes narrativas faleceram, então valem todas.

e felipe traz brilhante a vida pra dentro do palco. e leva o palco pra fora dele. a família, as viagens. se é difícil construir, então, que tudo se desconstrua. e ainda se aprende que se constrói, desconstruindo e se desconstrói, construindo. na cena tudo se move: cenário, luz, o corpo. as narrativas se amalgamam vertiginosas. tudo se mexe. tudo se move. capital volátil. bonde sem freio. em queda livre nesse espaço infinito. rio, brasil. mundo. nessa galáxia agora. felipe rocha faz uma visita guiada nesse ninguém ….

os personagens passam de mão em mão. renato, stela, felipe, sintonia perfeita na cena. alex cassal por trás da cena, orienta. “ninguém falou que seria fácil” é uma peça libidinosa, etílica. (a cena do sapo cansado, coelhinho roberval e o vovô é uma lenda ). parabéns a turma toda. escrevendo a cena do seu tempo.

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