sarau do escritório

Posted in poesia performance música comportamento on 06/10/2015 by cepvintemil

cep vinte mil, festa de 25 anos. orgia da palavra.

Posted in poesia performance música comportamento on 29/08/2015 by cepvintemil

CEP CEP CEP, essa taba, essa tribo de pessoas que tornaram a colocar voz no poema, asa na vida.

vídeo do amigo sílvio almeida. saravá!

jukepoem – a caixa de poesia marginal

Posted in poesia performance música comportamento on 12/05/2015 by cepvintemil

juke6

foto: flor brazil

jukepoem

descobri que jukebox tem a ver com jogos de azar. afinal é movida a fichas. e é de domínio da contravenção. só é usada em biroscas e puteiros. o preço de venda é barato, mas vc fica na mão dos caras para a caríssima manutenção e programação da caranguejola. do mimiógrafo à jukebox, continuamos fora da lei.

essa jukebox aí, da peça XXV na porta do sesc, às vezes funciona, às vezes não. a gente colocou umas lampadinhas piscantes verdes. parece uma árvore de natal. essa a última semana da peça. no domingo, acho que vai parar um velho ford preto do tempo dos Intocáveis, sair uns gangsters de dentro e metralhar a juke. o que sobrar a gente joga nesse blog.

cep e outras histórias

Posted in poesia performance música comportamento on 12/05/2015 by cepvintemil

CEP 20.000 E A VIDA À MARGEM DO RIO

João Cabral : “a poesia para muita gente é a explosão de um estado lírico pelo qual todo homem passa e que quando a pessoa é jovem, sente a vontade de extravasar” (3:01).

Michel Melamed: “O CEP pra mim, foi como uma escola mesmo, uma universidade. eu aprendi tudo no CEP. eu aprendi a apresentar um texto, a falar um texto, a fazer uma luz, a produzir um espetáculo, a editar uma revista” (7:22).

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No projeto inicial, o Centro de Experimentação Poética – CEP 20.000 – contaria com 3 oficinas: música (noção de tempo), teatro (noção de espaço) e poesia (noção de poesia) de modo a dar mais consistência na apresentação ao vivo das performances. A cada mês haveria uma apresentação dos alunos no Espaço Cultural Sérgio Porto com a participação de artistas convidados. As oficinas seriam na Faculdade da Cidade. Não vingou. Ao que se sabe, o contato na Faculdade saiu naquele período para seguir carreira política. Não sei o nome dessa pessoa. De todo modo, mesmo só com as apresentações mensais, como diz o michel, ensinou a muitos uma série de saberes e fazeres.

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O Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UniverCidade) foi uma instituição de ensino superior. Sediado na cidade do Rio de Janeiro, foi um centro universitário fundado em 1969 e mantido pela Associação Educacional São Paulo Apóstolo, entidade filantrópica controlada por Ronald Levinsohn. Dispunha de cursos de graduação nas áreas de humanas, exatas e biológicas, e programas de pós-graduação lato sensu. Foi a terceira maior universidade privada do Rio de Janeiro e contava com 35 mil alunos.

Segundo Alberto Dines, o Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UniverCidade) foi usado para lavagem de dinheiro, encobrindo a origem ilícita da fortuna do empresário Ronald Levinsohn, ex-controlador da UniverCidade.

Em 13 de janeiro de 2014, devido aos problemas financeiros e à crise de gestão, o Ministério da Educação (Brasil) (MEC) decidiu descredenciar a UniverCidade. (http://pt.wikipedia.org/wiki).

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O CEP, mesmo sem apoio financeiro da Prefeitura desde 2014, segue seu caminho, bambu bravo, até hoje, às últimas quintas feiras de cada mês.
Em que escola você matricularia seu filho ?

PS: Um poeta não se faz com versos (Torquato Neto). Ser poeta aos 18, 19 anos é fácil. Continuar poeta aos 64, é uma alegria para poucos.

saudações siderais.

dervixe de creta / minotauro da índia

Posted in poesia performance música comportamento on 05/05/2015 by cepvintemil

xxv cafi

sou um dervixe de creta, um minotauro da índia, um maluco do cep. ali meu centro, minha gira que eu giro em volta, dentro, há 25 anos. ali ao lado da galera infinita, pratico o que a vida me dá e aprendo com cada um e todos. e giro giro junto nessa roda de todos os santos. boralá!

xxv – equipe

Posted in poesia performance música comportamento on 05/05/2015 by cepvintemil

xxv equipe

paola vieira (produção), tábatta martins (luz), pedro rocha (pesquisa), domingos guimaraens (arte), cristina flores (direção), dudu sande (assistente), chacal (autor/ator), miriam struz (assistente), lu espíndola (contra regra), daniela paita (produção).

faltam dimitri br (música), pedro montano (multioperador), carol valanse (arte), junia azevedo e bernardo moura / e.scrita comunicação (imprensa) marcelo pereira / tecnopop (artes gráficas).

xxvbaixa

um griot

Posted in poesia performance música comportamento on 05/05/2015 by cepvintemil

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sou um griot. canto minha tribo.

eu vi o boato, o saliva voadora, o dignos de vaia, a boa vem de deus, os outros, na esquina, o falapalavra, o 7 novos, o opavivará, o chelpa ferro, o plástico bolha, o jardins portáteis, o madame kaos, o baixo de natal, o ratos diversos, o bebendo beats a um só sus, berrarem: se isso não é poesia, foda-se a poesia ! o que importa é que isso é. eu sou. nós somos.
evoé, camaradas!!! evoé, companheiros!!! evoé, malucos!!!!!!!!!!!!!!

eu sou a minha tribo. canto como um griot.

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XXV, histórias do cep 20.000. espaço sesc, copacabana.
de/ com chacal. direção: cristina flores.
sex sáb 19 hs. dom 18 hs.
até 17 de maio.

XXV – GLOBO SEGUNDO CADERNO – 26/04/2015

Posted in poesia performance música comportamento on 05/05/2015 by cepvintemil

Chacal entrega o CEP 20.000 a uma nova geração de produtores e evoca sua história em peça

Evento, por onde já passaram mais de mil artistas, foi criado há 25 anos pelo poeta

por Luiz Felipe Reis

MINOCHACA 
Aos 63 anos, Chacal posa com a lendária cabeça de minotauro que era usada pelo mestre de cerimônias do CEP 20.000: personagem estará de volta no espetáculo ‘XXV’, previsto para estrear no dia 1º de maio, no Espaço Sesc – ANTONIO SCORZA

RIO — Em sua fala mansa, Chacal atira palavras doces e doídas. Culpa da memória, que ora turva ora faz brilhar os olhos do poeta enquanto ele revisita as belezas — e também as bordoadas — vividas nos últimos 25 anos em que esteve na produção e direção do CEP 20.000. A volta ao passado não é nostalgia. Mais do que celebrar o aniversário do CEP, o que Chacal propõe é contar e recriar toda a trajetória do Centro de Experimentação Poética na peça “XXV — Um quarto de século do CEP 20.000”, que estreia no dia 1º de maio, no Espaço Sesc, em Copacabana.

Criado com o também poeta Guilherme Zarvos, com a proposta de abrir luz, som e microfone a quem aparecesse, o CEP recebeu mais de mil artistas nestes 25 anos. Nomes como o poeta Waly Salomão (1943-2003), o ator Michel Melamed, a artista plástica Márcia X (1959-2005), o coletivo Chelpa Ferro, o ator e escritor Gregorio Duvivier e o grupo Pedro Luis e a Parede.

— Agora, a ideia da peça é ir do começo, em 1990, até aqui, passando por todas as quatro diferentes fases do CEP — diz Chacal.

E a última delas se inicia agora, quando ele coloca um “ponto final num ciclo”.

— Estou deixando a direção e a produção do CEP — conta. — Mas de alguma forma vou continuar lá, dando força e participando, porque o CEP ainda me dá um puta prazer e me renova. Mas vou estar de um outro jeito, com uma nova geração à frente da condução.

A nova geração corresponde aos integrantes da banda Netuno, Gabriel Lessa, Juliano Lessa, Bianca Marzulo e Mariana Milani:

— Nós nos apresentamos no CEP há uns seis meses, e o Chacal curtiu nosso trabalho. Quando percebeu que também fazíamos produção, apostou e entregou o CEP para a gente cuidar — diz Mariana, a vocalista do grupo. — Ele é um ícone, e estamos tentando dar sequência, unindo o pessoal mais antigo com uma garotada que ainda não conhece o CEP.

O criador tem gostado do rito de passagem:

— Eles estão mexendo nas coisas e trazendo novidades, reaproximando o CEP da performance, das artes visuais, produzindo exposições. O CEP é isso, um encontro ininterrupto que passa de geração em geração. Eu o vejo como uma grande escola, algo realmente fundamental à concepção que tenho de educação. Aqui há o exercício artístico, um lugar em que você aprende, exercita e passa adiante. São 25 anos e muitas gerações oferecendo não só residência, mas resistência artística e criativa.

PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO

Além das boas lembranças, Chacal leva à tona seus incômodos da forma mais direta possível:

— Nos últimos dois anos o CEP perdeu o apoio financeiro da prefeitura, o que tem dificultado as nossas atividades — diz o autor do poema “Cidade” (“Cidade: sinistríssima parada/ Tudo é recriado e se esfumaça/ Seus citroëns, seu rock and roll/ Luzes da ribalta refletem na sarjeta/ What’s going on”). — Está mais difícil viver de arte no Rio. Disseram que tínhamos que formalizar o CEP como projeto e disputar edital. O.k. Enviamos, mas não ganhamos. No ano seguinte, concorremos de novo e não ganhamos…

Foi aí que Chacal pensou em escrever um outro projeto: uma peça sobre a história do CEP.

— Escrevi e foi aprovado. Ou seja, foi um jeito diferente de fazer algo que não é o CEP, mas uma peça sobre ele, e que tangencia o seu formato — conta.

— Não é o CEP, é uma peça — explica a diretora Cristina Flores. — Mas a ideia é que a encenação seja atravessada pela participação do público e de amigos, em determinados momentos, e que o espírito do CEP esteja presente.

Um dos mais ativos participantes de coletivos artísticos da cidade, desde 1970, Chacal fez parte da Geração Mimeógrafo e atuou em grupos de poesia como o Nuvem Cigana e de teatro como o Asdrúbal Touxe o Trombone. Agora, volta aos palcos três anos depois de estrear o solo biográfico “Uma história à margem”.

Ao falar do CEP, Chacal elege seus momentos memoráveis. Entre as muitas apresentações “lendárias, bizarras e loucas”, ele cita o auto de Natal em que o artista plástico Ernesto Neto interpretou o menino Jesus, enquanto tomava uma mamadeira de cerveja. Cita, ainda, a apresentação do Chelpa Ferro com participação de Dado Villa-Lobos, na série Quinta dos Infernos, ocorrida na Galeria Alaska, em 1998, um pouco antes de o lugar ser fechado para dar lugar a uma filial da Igreja Universal. E muitos dos seus personagens… Como o Mago Magú, o Alce Triste, o Beberrã e o Minotauro, claro, que será revivido na peça. Personificado numa cabeça de papel machê, que durante anos paramentou o mestre de cerimônias da festa, o Minotauro chegou a ter sua cabeça imolada numa certa quarta-feira de cinzas num ritual em pleno Baixo Gávea.

— Uma das principais característica do CEP sempre foi a mistura de linguagens e olhares — diz Michel Melamed. — Foi lá que eu pude viver essa liberdade de experimentação e integração de linguagens diversas. Com certeza o meu trabalho é resultado desse lugar que é, sem dúvida, o mais importante centro de experimentação artística da cidade.

PRÓXIMA EDIÇÃO EM 28 DE MAIO

Chacal reconhece que foram 25 anos no fio da navalha, reunindo todos os “loucos, pirados, os beats”, que estão “na contramão das instituições”, criando “arte sem chapa-branca”.

— Mas sinto que, nos últimos anos, passaram a ver a cultura como um grande mercado e a cobrar retorno financeiro de algo que tem outra natureza, outro feitio… — afirma ele, lembrando que o CEP chegou a ocupar o Imperator, no Méier, mas o projeto não seguiu adiante por lá porque não “teve retorno”. — Nosso retorno é poético, artístico. É aquela renovada de ar que as novas gerações de artistas oferecem à cidade. É o livre ir e vir das pessoas que se encontram no CEP, o impulso à expressão e à criação que o CEP oferece. E isso vai continuar. Independentemente das condições, esse ímpeto continua porque a necessidade de expressão não morre. E o CEP é um dos poucos lugares que mantém isso vivo no meio dessa selva de pragmatismo, de grana e de mercado que tomou a cidade.

é por isso que constatar os 25 anos de (r)existência do CEP é como presenciar um milagre poético. Afinal, entre idas e vindas, fechamentos e reaberturas do Sérgio Porto, trocas de secretários de Cultura e amparos e abandonos do poder público, o CEP materializou, de forma misteriosa, o impossível: tornar um encontro experimental e improvisado de poesia e performance no mais longevo e contínuo movimento ou projeto cultural da cidade do Rio.

— É curioso pensar isso mesmo, no CEP como esse último grande movimento cultural da cidade, em como ele conseguiu se manter de pé até hoje — diz. — Uma coisa que surgiu a partir de um encontro informal, entre eu, o Guilherme Zarvos e uma série de poetas, e que segue assim, um encontro experimental e imprevisível, que talvez só tenha conseguido se manter por causa dessa liberdade de ir e vir.

E é nesse fluxo que o CEP 20.000 segue adiante e realiza sua próxima edição no dia 28 de maio, no Espaço Sérgio Porto, no Humaitá. É só chegar.

5 anos atrás

Posted in poesia performance música comportamento on 01/04/2015 by cepvintemil

globlackblocklização

Posted in poesia performance música comportamento on 26/06/2013 by cepvintemil

o capitalismo aderna e naufraga. o capitalismo faz água. baumaniemos: o neoliberalismo, forma terminal do capitalismo, se baseia no consumo, na concentração de renda e na exclusão. qual o papel do estado? vigiar e punir (nenhuma “autoridade” se manifesta contra a violência da polícia. muito menos a mídia). as mega incorporações (bancos, indústrias, empreiteiras, etc) dão as ordens. elas não tem cara. seu maior disfarce. a mídia e a segurança pública, seus paus mandados.

o mundo se globalizou faz tempo. tanto a ação quanto a reação. brasil, turquia, países árabes, espanha, new york, tudo a mesma luta contra o neoliberalismo excludente terminal. as armas e os métodos da polícia, a estratégia da mídia, criadora de mentiras q viram verdades, são transnacionais. de outro lado, os governos populares da américa latina, os sit-ins, os black blocks, a descentralização do comando, as redes sociais, tudo se espalhando pelo mundo. 

gostaria de calar e dormir, mas como astrofísicos, quando descobrem que a luz pode ser onda e partícula ao mesmo tempo e que a linguagem, baseada no isso ou aquilo, não dá conta de expressar, astrofísicos que não conseguem calar, querendo anunciar paratodos suas descobertas. 

a polícia apresenta suas armas. não sei bem como driblá-las. a união de milhares de pessoas e as urnas são nossas poucas armas. a vida combatendo a morte. faz bem se alimentar bem para manter a saúde, o discernimento, o entusiasmo. e vamos pra cima. a vida pode mais que a morte.

 

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